Já estávamos atuando nestes contextos enquanto NECTAS, estruturados em duas vertentes: a primeira denominada de POTI (Povos e Comunidades Tradicionais) estava direcionada para trabalhos com indígenas, pescadores artesanais, comunidades de fundo de pasto e quilombolas; a segunda chamada de MURINGA discutia ações de Movimentos Sociais Regionais e Iniciativas de Gestão Socioambiental. Hoje, dada a complexa dinâmica identitária e territorial desses grupos o NECTAS, como as crisálidas, têm reelaborado suas configurações.

 Outro momento marcante da equipe do NECTAS foi a participação em Seminários que desaguaram na publicação do Decreto Presidencial N. 6.040/07, de 07 de fevereiro de 2007, que Institui a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais.

Em menos de uma década de existência  a equipe do NECTAS já conseguiu publicar diversos livros, artigos científicos, produzido divesos documentários, alguns veiculados em TVs nacionais e internacionais, monografias, dissertações e teses, entre outros, o que dá a noção da importância dessa temática para o País.

Além disse foi responsável pela implantação do Curso de Especialização em Ecologia Humana e Gestão Socioambiental na UNEB, hoje transformada num programa de Mestrado, na organização do Centro de Estudos em Ecolgogia e Conservação da Natureza – CASULO, na implantação da licenciatura para Povos Indígenas da Bahia e na organização do Centro de Estudos das Etnicidades OPARÁ.

Hoje temos uma importante parceria com a Universidade Federal da Amazônia, através do Projeto Nova Cartografia dos Povos e Comunidades Tradicionais do Brasil, coordenado pelo Antropólogo Alfredo Wagner, a partir do qual estruturamos o Laboratório de Pesquisas Cartográficas – LAPEC, que funciona na sede do CASULO, de onde saíram as cartografias sociais dos povos indígenas afetados com a trasnposição do São Francisco (Tuxá, Truká, Tumbalalá, Anacé, Pipipã, Kambiwá, Xocó, Kariri-Xocó e Pankararu), dos pescadores do São Francisco, da Foz do São Francisco (Resina, Saramém e Cabeço) e do Cânion do São Francisco, da comunidade quilombola de Resina/Jeremoabo, dos Pescadores do Açude de Cocorobó-Canudos e dos Moradores do Parque de Canudos, entre outras.