Em 2005 a Coordenadoria de Agroextrativismo – CEX, através do Programa Comunidades Tradicionais selou parceria com o Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco para atender projetos de comunidades tradicionais extrativistas apoiando o beneficiamento e comercialização de seus produtos, fortalecimento institucional, criação de unidades de conservação de uso sustentável e assentamentos e capacitação. A proposta também incluiu apoio à articulação e mobilização dessas comunidades para ocuparem espaços nas instâncias de tomada de decisão e elaboração de políticas públicas e integração das diversas políticas destinadas à região sanfranciscana.

 O primeiro passo para organizar a ação foi dado em dezembro de 2005, quando da realização do I Encontro das Comunidades e Povos Tradicionais do São Francisco (Delmiro Gouveia-AL), uma das atividades do I Festival Ecocultural para Revitalização do São Francisco. Nessa ocasião, foi formada a Comissão das Comunidades e Povos Tradicionais do São Francisco, com representantes de pescadores, indígenas, quilombolas, fundo de pasto e assentados.

 O objetivo desta comissão é ser o espaço para planejamento conjunto das intervenções das ações do Programa Comunidades Tradicionais na Bacia. O exercício é que as Comunidades e Povos Tradicionais possam estar interagindo nas discussões no campo das políticas públicas nas regiões da Bacia do São Francisco.

  Em março de 2006 ocorreu a I Reunião da Comissão das Comunidades e Povos Tradicionais do São Francisco (Paulo Afonso-BA) e o Encontro de Reforma Agrária e Agricultura Familiar na Bacia do São Francisco (Montes Claros-MG), onde tomou corpo a iniciativa da realização de três seminários nas sub-bacias do Médio, Sub-médio e Baixo São Francisco.  Em  todas as sub-regiões foram relizados Seminários das Comunidades e Povos Tradicionais do São Francisco, com o objetivo de: identificar as comunidades e povos tradicionais da Bacia do Rio São Francisco; identificar suas demandas na área do extrativismo, por exemplo; discutir a estratégia da rede/articulação para implementação do Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco;estabelecer uma estratégia para inclusão das comunidades e povos tradicionais nos diversos fóruns de tomada de decisão ou de articulação e proposição de políticas na Bacia do rio São Francisco; realizar apresentação de algumas fontes de apoio a essas comunidades, entre outros.